domingo, 17 de agosto de 2008

I Can't let Go- Cap. 16 - Coca Diet

-Sério mesmo que você acha que essa cor de blusa combina com o seu tom de pele?! – Exclamou dativamente Daniel enquanto jogava a minha blusa bege que ele acabara de tirar do guarda roupa sobre a pilha de roupas sobre a minha cama.
-Daniel! Para de revirar o meu guarda roupa! – Eu disse furiosa tentando conter a bagunça. – Pela última vez, eu não vou em uma boate gay com você e sim, bege fica bem com o meu tom de pele! – Daniel nem se quer virou, fingiu que não me ouviu e continuou a analisar meu top vermelho.
- Ah, querida! Aí que você se engana! Por que, fato numero um, você vai sair dessa casa hoje nem que eu tenha que arrasta-la, e fato numero 2, bege só combina com calcinha de idoso! – Ele disse afetadamente me fazendo rir. Choraminguei enquanto me tacava sobre a pilha de roupas.
- Porqueeeeee, Daniel?! – Disse birrenta como uma criança. – Por que não posso ficar aqui hoje e assistir um filme na televisão enquanto penso na minha morte?
- Por que se você ficar aqui com certeza vai ficar choramingando pensando no Landon e eu não quero te deixar nesse estado! – Disse ele revirando pela minha gaveta achando uma calcinha rendada preta com alguns lacinhos vermelhos. Até esquecera que tinha isso. – Uuuh! Não sabia que Landon já tinha pulado para ESSA fase!
- Dá isso aqui! – Eu pulei da cama e agarrei a calcinha enquanto Daniel caia na risada.
-Agora aquele cara subiu no meu conceito! – Disse ele mordendo o lábio de baixo. Eu suspirei cansada e joguei a calcinha para outro lado.
- Eu não ia ficar choramingando! – Reivindiquei. - Chorando... Mas não choramingando! – Daniel suspirou alto e eu desisti de convencê-lo do contrario. Ele não ia parar até eu ir. – Está bem! Eu vou! Mas quero estar de volta antes da uma! Não sei se esqueceu, mas amanhã temos que trabalhar! E a última coisa que eu quero é aparecer com cara de acabada na frente do meu chefe. Sem saideira! Uma noite “Alchol Free”!
-Okay! Está bem! Sem Álcool! Entendi!

No outro minuto estava na boate lotada, cheirando a testosterona abafada vendo Daniel na pista de dança se acabar de dançar, bêbado. Enquanto as luzes estroboscópicas me faziam ficar tonta eu tentava me lembrar o que tinha ido fazer ali mesmo.
- A senhora quer outro refrigerante? – Perguntou o garçom do outro lado do bar. Refleti por um segundo.
- Coca. – Disse para ele. Ele sorriu e se abaixou para pegar o meu pedido. – Diet! – Eu completei.
-Parece que alguém ficou encarregada de dirigir essa noite. – Disse enquanto colocava o refrigerante no meu copo. Sorri levemente tentando imaginar o que ele tinha a ver com isso, mas tudo bem.
Fechei os olhos com força tentando me imaginar em outro lugar.Em casa, em Dellawere ou talvez até na Ownbisness. Na sala de Landon.É, um bom lugar.Vendo-o sorrir com aquele sorriso charmoso. Sua mão macia... O jeito que usava as camisas meio desajeitadas...Era muito...
- Está tudo bem, Isa?! – Daniel me interrompeu e eu quase cai de cima do banco alto. Suspirei tremidamente e encarei-o nos olhos. Por que estava pensando no Landon? Pó que eu não poderia simplesmente esquece-lo? Uma súbita enxaqueca toma meu cérebro.
-Na verdade não, Daniel. Minha cabeça está explodindo e eu não agüente mais essa música. Será que você poderia me levar para casa? Por favor...
-Claro, querida. Vamos. Eu levo você. – Ele me levou até o caro e eu fui dirigindo (lógico) e Daniel apagou no banco de trás. Eu o levei para casa, e não o contrário, mas tudo bem.
Coloquei-o na cama e deixei um bilhete no criado mudo agradecendo-o por ter sido tão legal comigo. Mesmo que a festa não tenha sido a melhor de todas, as intenções eram boas. Voltei para casa e também apaguei. Nem tirei a maquiagem e muito menos as minhas roupas. Era isso ou os sapatos. Preferi tirar os saltos.

Acordei com uma música qualquer que tocava no meu rádio-relógio. Seria ótimo um despertador com o modo ‘soneca’ naquele minuto. Nota pessoal para isso. Vesti-me rapidamente e voei para fora de casa. Eu era realmente muito boa em me maquiar nos sinais vermelhos. Se isso fosse uma modalidade olímpica com toda certeza conseguiria ouro. Cumprimentei Cyntia na recepção e fui para o meu cubículo cuidar dos meus relatórios mal terminados. Nada de Landon. Lembrei da memória reconfortante que me viera à cabeça ontem. Por que fizera aquilo afinal? Bonito que fosse ele ainda era um cafajeste, e eu ainda sentia muita mágoa dele. Minha cabeça voltara a martelar. Me joguei sobre a minha cadeira e fechei os olhos. Abri-os lentamente quase não fazendo-o. Para a minha surpresa Daniel estava no cubículo dele à minha frente. Dormindo. Debruçado sobre o teclado e babando no próprio braço. Eu ri de leve e me ajeitei na cadeira.
-Pssiiiiiu! Daniel! – Eu tentei baixinho. Nada. – Pssiiiiiiiiiiiiiiu!! – Tentei de novo. Nada. – DANIEL! – Bradei. Ele levantou em um susto derrubando todas as canetas que estavam dentro de um pote perto do teclado. Eu cai na risada. – Acorda bonitão! Hora de trabalhar! – Daniel me fuzilou com os olhos e voltou a digitar no computador. Eu também voltei a trabalhar, com uma certa relutância, mas voltei.
Já tinha terminado de responder todos os e-mails das empresas solicitando informações ou finalizando contratos. O tempo voara e eu nem me dera conta disso. Minha digitação fora interrompida com o toque do meu telefone. Estendi a mão sem desviar os olhos da tela.
-Isabela Kemper. – Disse.
-Boa tarde, Srta. Kemper. É a Cyntia!
-Ah... Olá Cyntia! O que posso fazer para você?
- Oh, sim. Queria saber se você tem uma outra cópia do contrato da firma McDell.
- A empresa Inglesa?
- Sim. A de chips de computadores. Do Sr.Delaney. Lembra-se de ontem?
-Oh sim. Já levo, Cyntia.
-Obrigada!
Desliguei e tratei de imprimir outra cópia. Eu tinha cuidado de fechar o contrato com essa empresa, um grande salto para o meu trabalho. Tratava-se de uma empresa grande bem sucedida. Tinha falado com o Sr. Delaney pelo telefone para fechar o contrato. Me pareceu muito simpático. Com as copias imprimidas levei-as até Cyntia. Uma grande concentração de pessoa na recepção me fez estranhas aquele movimento. De longe já identifiquei Landon. Chacoalhando mãos e cumprimentando todos. Iria entregar os relatórios e voar dali.
-Aqui estão as cópias, Cyntia.- Disse entregando-a.
- Muito obrigada, Srta. Kemper. – Ela disse com um sorriso simpático. Virei-me e me pus a andar.
- Kemper? Isabela Kemper? – Uma voz masculina chamou-me. Estranhei a voz que pareceu-me familiar. Virei-me lenta.
-Sim? Eu mesma. – Disse estranhamente. Meu queixo quase caiu quando bati os olhos naquela figura. Deveria ter no máximo uns trinta anos. Um homem alto, com os olhos azuis piscina com um cabelo curto e a barba um pouco rala. Um porte atlético muito bem definido por um terno preto com riscas azuis escuras. Tão bonito quanto Landon, mas logo de cara percebi que ele tinha um requisito a mais: Tinha sotaque inglês. Quase gaguejei. (se é que não gaguejei.).
- Delaney! Henry Delaney! – Ele sorriu e eu quase desmaiei.
- Senhor Delaney?! – Pareci assustada ao perguntar. – O Inglês? – Perguntei encabulada.
- Oh! É assim que me chamam por aqui é? – Ele riu. – Então sou eu sim. – Eu fiquei a encarar ele por um certo período de tempo, que se tornou até meio desconfortante. Voltei a mim e estendi-lhe a mão.
- Oh, sim! Me desculpe! Um prazer! – Comprimentei-o – Mas me diga Sr. Delaney o que faz aqui em Nova York? Não é de Londres?
-Sim, sim. Sou. Mas é que vim para Nova York para uma viagem de negócios e resolvi passar aqui para acabar de vez com essa papelada toda e fechar o contrato aqui mesmo. – Enquanto ele falava meus ouvidos eram massageados pelo sotaque Londrino. – Tenho que dizer e a Senhorita é uma ótima vendedora!- Ele virou-se e chamou Landon que estava atrás conversando com outros dois empresários que nem se quer notaram minha presença. Ele virou-se e percebi certo desconforto de sua parte. Delaney colocou um braço sobre o ombro de Landon em uma posição amigável. – Você possui uma ótima funcionária nesta empresa, Sr. Dylar! – Ele sorriu tortamente e consentiu. Esperei pela sua resposta.
- Sim. Eu mesma a contratei. Sei de sua capacidade. – Ele disse descontraidamente.
-Capacidade ou beleza?! Por que pelo visto essa sua funcionária tem os dois! – Ele disse indiscretamente. Ele havia me passado uma cantada? Uma cantada inglesa?! Era bom de mais para ser verdade. Olhei rápido para Landon e o vi sorrir tortamente, agora totalmente desconfortável. Estaria com ciúmes de mim? Eu sorri abertamente. – Escute, eu vou acabar de assinar essa papelada agora e que tal depois você não me mostra um café bom daqui? Estou faminto!
- Sim, Claro! Seria um prazer, Senhor! – Eu disse disposta. Okay, talvez estivesse fazendo aquilo só por que sabia que Landon estaria perto o bastante para ouvir.
- Ótimo! – Disse.
- Senhor, se quiser eu o acompanho também. Poderios terminar aquela conversa sobre as taxas de importação?! Que tal? – Landon disse rapidamente atropelando-me nos meus pensamentos. O que?! Landon iria também?! Era só o que me faltava! Como era indiscreto! Eu o fuzilei com os olhos e ele pareceu não ligar.
-Claro, Sr. Dyalr! Está convidado! Isso claro se a Srta. Kemper não se importar! – Eu sorri e ia abrir a boca para dizer que sim, eu me importava quanto Landon me atropelou.
- Creio que ela não irá se importar! Não é?! – Ele me encarou risonho sem em deixar responder continuou. – Então vamos. Vou lhe acompanhar até a minha sala para assinarmos os papéis!
Suspirei pesadamente tentando engolir minha raiva. Landon iria ver.


Veri.

Nenhum comentário: