Foi ótimo passar o resto do dia trabalhando sabendo o motivo pelo qual Landon estava roendo as unhas. É claro que eu adoraria ir um pouco mais cedo para casa para dar a produção que a noite exigia.Mas eu não podia.Na verdade não podia se quer sair no meu horário normal.Eu chegara atrasada, lembram-se?Eu me lembro.
- Meu Deus, você não está indo longe demais com isto? – perguntou Daniel enquanto preenchia um contrato.
- Não use o pronome você no singular.Não estou fazendo isso sozinha.E além do mais não estou fazendo nada de errado.O que tem demais em levar o sr. Delaney para conhecer NY?- perguntei com toda naturalidade.Daniel parou de preencher o contrato e me lançou um olhar maldoso.
- Nós dois sabemos que esse jantar envolve outros interesses.E não se faça de boba mocinha.Mas não é isso de que quero falar, pois esse é assunto que nós dois estamos carecas de saber.O que você pretende com hoje à noite? – Eu olhei como se tivesse dito algo extremamente obsceno sobre mim – E não faça essa cara.Não sou o Landon.Você sabe que pode ser sincera comigo.
- Está bem – eu disse – você venceu.Na verdade não sei o que realmente quero.Estou um tanto confusa.Não estou me sentindo realmente melhor depois da cena de hoje.Mais confortável, confesso.Mas meu ego continua...Abalado.
- Você não ama o Sr. Delaney, é óbvio que não.Já Landon...Você apenas se sente atraída por Henry.
- Mas ele não me ama! – falei sem pensar.
- Fale baixo – falou Daniel – Você se lembra o que eu disse sobre as paredes terem ouvidos?
- Que se dane.Vou neste jantar e se tiver que acontecer algo, que aconteça!O Sr. Delaney é um homem bonito, educado qual o problema?
- Isabela... – falou Daniel enquanto me entregava o contrato preenchido.Levantei-me.
- Não sou mais a garotinha de North Hight! – e andei sentido à recepção.No corredor Landon vinha vindo na mesma direção que eu.O corredor entre a recepção e o nosso setor é estreito.Conclusão: só cabia uma pessoa.Parei na hora e me virei de lado para que Landon passasse.Ele se frente pra mim e passou lentamente rente.Nosso olhares se encontraram e eu senti o seu perfume novamente.Nós podíamos até se beijar.Eu sei que ele sentiu o mesmo.Por um instante esqueci todas as brigas e as coisas ditas entre nós.Sim, nós poderíamos nos beijar.Se não fosse Linda Kraft aparecer com um aparelho eletrônico na mão dizendo ‘preciso falar urgente com o sr, sr. Dylar’ fazendo questão de dar ênfase às ultimas palavras, cujas quais eram: ‘á sós’, olhando pra mim quase mandando que eu me retirasse com o olhar.Landon se afastou na hora de mim e eu me virei continuando meu trajeto.Como eu odiava Linda!Mas no mesmo instante que sentia ódio lembrei que teria um jantar com o qual me preocupar à noite, então esqueci Linda e me concentrei no contrato que devia entregar a Cintya.
Arrumei tudo após fazer meu horário extra.Não havia mais ninguém na OwnBusiness além de mim e Landon.Até Cintya já havia ido embora.E eu faria o mesmo, pois eu só tinha 1 hora até Henry buzinar em minha casa.Enganchei a bolsa no ombro e olhei pra frente para seguir.Landon estava bem em meu caminho.
- Espero que já tenha terminado todos os seus afazeres srta. Kemper – disse tentando parecer formal.Cruzou os braços e encostou de modo sexy(devo dizer) na grande vidraça que nos dava a linda imagem de Nova York.
- Pode estar certo que sim Sr. Dylar – falei tentado me desviar dele.Mas uma vez ele me interceptou.
- A srta. ligou para o dona da empresa do México?
- Liguei, sr. Dylar.
- Acertou os contratos do Colorado?
- Acertei, sr. Dylar.
- Enviou por e-mail todas as notas fiscais dos produtos do Arizona?
- Enviei Sr. Dylar! – falei irritada.Ele me olhou com surpresa.
- Eu...Só queria confirmar.
- Já confirmou, agora preciso ir, com licença – e me desviei dele.Senti uma mão segurar o meu braço ao passar por ele.
- Para o jantar com sr. Delaney não é? – falou com desdém.Eu o olhei com piedade e não respondi.As palavras simplesmente fugiram da minha boca.E me puxou com certa força da perto dele e nosso lábios quase se tocaram.Eu podia sentir seu hálito quente e seu perfume masculino que eu tanto conhecia.
- Landon...Por favor... – falei quase sem poder resistir.Ele me encarou nos olhos e me soltou.
- Está dispensada srta, Kemper – ajeitou o relógio no pulso e deu às costas me deixando com cara de abandonada.
Eu definitivamente me produzira para o jantar.Estava atraente, devo admitir.Caminhei em direção a Henry que estava parado ao lado do carro esperando para abrir a porta para mim.
- Olá srta. Kemper – falou ele me analisando sem esconder para onde olhava.Estava tão fascinado quanto Landon quando me vira parada na porta de sua casa no nosso primeiro jantar de negócios.Droga!Eu estava lembrando de Landon de novo – A srta. está...maravilhosa! – E beijou minha mão sem tirar os olhos de mim.
- Obrigada sr. Delaney! Digo o mesmo do sr. – a porta do carro foi aberta e nós seguimos para o restaurante.
- E então srta. Kemper – falou ele enquanto dirigia – Em que restaurante a srta. quer ir? – ah não.Aquele sotaque inglês era demais para mim.
- Que tal o Café Pierre? – falei.Era um restaurante francês e Landon me convidara para ir lá uma vez.Devia ser bom – A culinária é francesa, acho que vai gostar, sr. Delaney.
- Ora, pode me chamar apenas de Henry.Não estamos trabalhando e nem na presença de ninguém importante.
- Ok...sr Del...Henry. – risos – Sendo assim me chame de Isabel também.Sem formalidades esta noite – Ele sorriu e se voltou para o transito.
Chegamos ao restaurante.Era mesmo deslumbrante, Landon sabia escolher.Landon de novo?Chega de Landon!Agora sim Henry puxara a cadeira pra eu me sentar.Era acima de tudo, cavalheiro.
- Podemos pedir um vinho branco, srta. Kemper? – perguntou-me ele enquanto analisava o menu.
- Ei, e nosso combinado?Me chame de Isabela. – falei em tom descontraído.
- Oh perdoe-me.Podemos pedir um vinho branco, Isabela?
- Claro Henry, sinta-se à vontade.
- Isabela, eu...Devo dizer que quando conversei com você por telefone na Inglaterra, a única coisa que me atraiu em você foi a sua incrível competência em relação aos negócios.Mas... – ele parou como se estivesse lembrando de algo – quando a vi pela primeira vez na OwnBusiness fiquei totalmente encantado pela sua beleza também.
- Ah...Henry, assim... o sr me deixa sem graça – falei um pouco vermelha.
- Oh, me desculpe.Mas eu precisava dizer isto à você – e sorriu levemente.
- Bem...Quando nos falamos por telefone discutimos apenas assuntos profissionais.
- Claro...Não havia espaço para outros assuntos.Mas neste jantar não precisamos discutir negócios, não é?Fale-me de você.Quero saber mais – falou ele cruzando as mãos em cima da mesa.E assim o jantar se seguiu.Ele me fez algumas indiretas, de certa forma correspondidas.
- Será que agora, ao invés de irmos para casa, você não poderia me levar para conhecer algum outro local de NY? – Henry tinha se mostrado um homem incrivelmente simpático e divertido.Neste ponto até me lembrou Daniel.Com aquele terno e gravata que sempre usava quando nos encontrávamos não passava a impressão desta outra pessoa.Hoje estava usando camisa social.Mas sem terno.Sabem...Ele também tinha braços sexys.
- Mas claro!Afinal é para isso que estamos aqui hoje.
Fomos a uma praça que possuía uma escultura bem na frente do World Trade Center.Ele ficou deslumbrado com tudo.Eu realmente tinha gostado de sua companhia.
- Isabela...Eu, gostaria de agradecer pela noite – e pegou em minhas duas mãos.Ficamos um de frente para o outro – Eu não esperava me divertir tanto com esta vinda para os Estados Unidos.
- É uma honra – falei.Ele me encarava nos olhos.
- Você é mais do que eu esperava conhecer, e quero que sabia disso – foi se aproximando cada vez mais.Eu não devia beijá-lo.Mas queria.
- Você também Henry, se mostrou muito mais simpático do que eu pensei que fosse – agora estava perto demais.Talvez nossos lábios de tocassem agora.Minha mão foi mais rápida que meu pensamento e se colocou rapidamente entre nossas bocas – Você...O sr...Me desculpe! – falei me esquivando de olhar para ele.Eu realmente gostei muito de você, mas...Acho que estamos indo rápido demais.
- Me desculpe! – falou ele envergonhado – Me desculpe mesmo.Eu...Fiz tudo muito depressa.
- Não!Não se desculpe por favor.Eu até quero...Mas, nós trabalhamos juntos e...Vamos esperar um pouco mais, apenas isso.Eu só estou pedindo um pouco de tempo para me organizar.
- Terá todo o tempo que quiser Isabela querida – e me abraçou.Quando me abraçou e poderia mesmo ter virado o rosto e lhe tascado um beijo do qual eu não ia esquecer tão logo, de tão bom que seria.Eu queria muito beijá-lo, mas me segurei.Não sei exatamente o porque.Não estava ‘pronta’.
Henry me levou para casa e se foi.Não perguntou nada do tipo ‘ Não quer me convidar para entra?’.Tadinho.Acho que ficou um pouco traumatizado.
Peguei as chaves para abrir a porta quando escutei um barulho atrás de mim.Olhei para traz e Landon estava parado encostado segurando uma garrafa semi-vazia e whisky.Sua aparência denunciava de estava bêbado.Ainda bem que Henry não se convidou para entrar.Fiquei assustada.
- Landon...O que estava fazendo aqui? – perguntei.
- Esperando fozê chegar! – ele estava claramente fora de si.
- Landon...Entre.Que tal tomar um chá e...Você pode dormir aqui se quiser.Não pode dirigir neste estado!
- NÃO! – gritou ele – Você é uma...Falsa!
- Landon pare com isso.Venha comigo, sim? – Tentei pegar no braço dele, mas ele se esquivou.Ao contrario de atender ao que eu dissera ele algo do bolso.Era o mesmo aparelho eletrônico que eu vira nas mãos de Linda mais cedo.Ele o acionou.
- Que se dane.Vou neste jantar e se tiver acontecer que algo, que aconteça!O Sr. Delaney é um homem bonito, educado qual o problema?
Era um gravador.Ele repetira com a minha voz, exatamente e no mesmo tom o que eu dissera à Daniel a tarde.Fiquei loucamente irritada.
- Quem lhe deu isso Landon? Linda?Linda não foi? – Falei tentando me conter.
- Não importa!Vozê não gosta de mim como eu gosto de vozê!Então fiquei com o... – e fez uma cara de desdém – O sr. Delaney, que é bonito e educado! – ele cambaleava enquanto falava e quase tive certeza que a garrafa ia cair de suas mãos.
- Landon, pelo amor de deus pare com isso!Aonde você quer chegar?
- Isto que eu ouvi, já foi o zufissinete!
- Ela te mostrou o que eu disse um pouco antes também? – perguntei.Mas Landon se quer ouvira o que eu dissera.Seus olhos olhavam paras órbitas inconscientemente.Eu parei um táxi e o levei pra casa.Seria constrangedor ele acordar em minha casa no dia seguinte depois da cena descrita.No caminho ele resmungou coisas do tipo ‘eu te amo, mas que se foda.’E acreditem, pior do que ficar ouvindo isso, e o taxista rindo na frente, foi colocá-lo na cama e fazê-lo ficar lá.Depois que a bebida e o sono falaram mais forte tudo ficou mais fácil.Cheguei em casa e poderia matar Linda se a encontrasse na minha frente.
Isa.
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